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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Relação entre os movimentos do futsal para utilização intrínseca no futebol

Modalidade pode ser usada como ferramenta de auxílio na produção e na apropriação de gestos motores; clubes, de maneira geral, não se apropriam desse tipo de treinamento
Aírton Leite Bastos 
Retirado de www.universidadedofutebol.com.br
Defesa


Ataque





Contra-ataque


Para que se consiga criar situações de contra-ataque nos treinos é necessário que o jogo seja apenas unilateral, ou seja, apenas uma equipe ataque, enquanto a outra defenda e contra-ataque.


Este tipo de treinamento desportivo é bastante interessante, pois poderá dar-se uma ênfase importante ao ataque, posteriormente à defesa, concomitantemente com o trabalho de contra-ataque.
Planilha de exercícios


Conforme poderemos perceber a seguir na planilha de exercícios, não existe um exercício que tenha utilidade apenas para uma situação. Os exercícios são congruentes entre si, ou seja, quando estpa trabalhando o ataque de um lado, poderá estar trabalhando a defesa do outro lado.


Da mesma forma, um exercício de ataque também poderá estar contribuindo para a melhora do passe, ou do deslocamento sem bola de um lado, e do outro poderá estar contribuindo para a melhora da velocidade de deslocamento na defesa da trajetória de bola, ou na cobertura de corredores diagonais opostos que irão se abrir, e outras tantas situações.


Exercícios de defesa utilizando o jogo de futsal


Jogos cinco contra quatro


o Quem está em cinco necessita passar mais a bola


o Quem está em quatro precisa driblar mais e passar mais rápido; a movimentação sem bola deve ser acentuada.


Exercícios de ataque utilizando o futsal


o Jogo de dois toques com arremate ao gol de primeira


o Jogo de dois toques não podendo devolver a bola para o mesmo atleta de quem recebeu


o Jogo de dois toques não podendo tocar a bola no sentido inverso ao que recebeu apenas em um sentido diferente.
Exercício de contra-ataque


o Ao roubar uma bola, ou interceptar sua trajetória, o atleta que o fizer deverá passá-la a um seu colega imediatamente, pois a tendência é de uma pressão sobre ele na sequência do lance.


o Doravante, então, esta bola deverá passear de um lado a outro da quadra o mais rápido possível, tanto na velocidade do passe como na velocidade de sua trajetória, não dando oportunidade de recompor a defesa.


o A defesa deverá estar sempre tentando fazer coberturas. Assim, em um dado momento, a equipe que contra-ataca irá isolar um jogador na frente do gol em condições reais de arremate imediato e sem marcação.


Exercícios de passe


o Jogo de um toque (marcação de gols)


o Jogo de dois toques (marcação de gols)


Exercícios de chute


o Jogo de dois toques sem goleiro com arremate a gol apenas de primeira
Exercícios de movimentação sem bola


o Jogo de dois toques com arremate ao gol de primeira


o Jogo de dois toques não podendo devolver a bola para o mesmo atleta de quem recebeu


o Jogo de dois toques não podendo tocar a bola no sentido inverso ao que recebeu apenas em um sentido diferente.
Conclusão


O futsal é um jogo realizado em dimensões reduzidas do ponto de vista do futebol, por isso mesmo o acompanhamento didático pedagógico do processo ensino-aprendizagem fica mais consistente e mais fácil de orientar.


O único inconivente é que o número de jogadores que poderão ser orientados de cada vez também é reduzido, o que aumenta a carga horária do treinador. Contudo essa situação poderá ser resolvida com a contratação de um profissional especialista neste tipo de treinamento.


Durante o trabalho nas categorias de base, esse processo ensino-aprendizagem utilizando o futsal é importante pela proximidade do treinador com o atleta, criando laços que irão afetar a criação e o desenvolvimento do engrama do atleta futuro.


Uma vez produzidas marcas cognitivas importantes na memória de longo prazo, o trabalho, utilizando o futsal, poderá acompanhar o atleta ao longo de toda sua carreira, para reavivar as chamas escondidas no inconsciente, que precisam ser reavivadas de tempos em tempos.


Portanto, o treinamento do futebol utilizando o futsal como ferramenta de auxilio na produção e apropriação de movimentos é algo que poderá e deveria ser utilizado em todos os estágios da passagem dos jogadores pelos clubes.


Entretanto, desconheço algum clube que utilize esta ferramenta, ou por não conhecer sua utilidade, ou por não entender que a mesma seja relevante no processo de evolução da equipe.


*Aírton Bastos é graduado em Educação Física (Udesc - Florianópolis-SC), especialista em motricidade desportiva e escolar (UnC - Mafra-SC) e mestrando em Ciências da Educação (UPAP - Assuncion-Py)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Futebol e inclusão social

Entrevista com Antonio Jorge Gonçalves Soares, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador da Faperj/CNPQ.
 
1) De que forma o esporte se relaciona com os jovens moradores de comunidades carentes?
 
O esporte é um elemento cultural que se relaciona com esses jovens como qualquer outro. Ele está ligado com desejo de prática daqueles esportes que são oferecidos pelos equipamentos ou pela cultura local. Se houver espaço para se jogar futebol, se joga; se houver pra vôlei, se joga vôlei.
Ele se relaciona da mesma forma para todas as classes, no sentido de socialização. O esporte serve para estar com os amigos, ganhar prestígio dentro do grupo, principalmente se tem corte de sexo. Em geral, os meninos têm um capital social no convívio com os seus colegas, sejam os habilidosos ou aqueles que organizam o jogo. As crianças e jovens vão conviver em torno dele dependendo das oportunidades do local para desenvolver a sociabilidade.
 
2) Por que o esporte, principalmente o futebol, ainda é visto como um “salvador” dos jovens moradores de comunidade?
 
Essa é uma mensagem cultural que é falsa em termos estatísticos. Oriento um grupo de pesquisa de alunos da UFRJ, financiado pela Faperj e pelo CNPQ, e a gente publicou um artigo na revista Juventude mostrando que, segundo dados da CBF, quase 90% dos atletas que estão no mercado do futebol profissional ganham de um a três salários mínimos.
O esporte entra nas Public Schools, no século XIX para tentar atenuar os processos de violência dos jovens, a violência corporal. Ele é desenvolvido na sociedade nas escolas para formar os “gentis homens” – gentlemen- e entra como uma forma de organização da juventude, como se pudesse canalizar as energias violentas para uma forma mais simbólica, que é vencer o outro, ser melhor, uma violência menos nefasta.
E essa mensagem do poder civilizador do esporte está presente até os dias de hoje. Se observarmos, quando essa mensagem fala do esporte como redentor tem duas coisas que estão vinculadas quando ligam esporte às classes populares. Primeiro, elas são vistas como classes perigosas, pessoas que vivem em ambientes culturais de risco. Como se todos que estivessem naquele ambiente estivessem mais propensos a se desviarem da “normalidade”. Por outro lado, esse argumento se torna um dos pontos do processo civilizador, que é a mensagem do século XIX, ou seja, refrear os impulsos violentos e canalizar as atividades corporais. Segundo Nobert Elias, o esporte é a mimese da violência, mas não a violência física, tem limites.
Os exemplos divulgados são os de crianças pobres que entraram em projetos esportivos e se tornaram grandes atletas. Mas alguns estudos demonstram que o esporte salva os já salvos. Um exemplo está no livro Notas etnográficas de um aprendiz de boxe, da Editora Record, que mostra que os atletas que conseguem se manter em um bairro pobre de Chicago lutando boxe são os que têm condições de vida familiar razoáveis para que o cara mantenha a prática do esporte e tenha boa alimentação. Eu diria com tranqüilidade que o esporte salva os já salvos.
A pesquisa que meu grupo está realizando no Rio de Janeiro procura mostrar como os atletas de futebol equilibram a formação esportiva nos clubes de primeira e segunda divisões com as tarefas escolares. Quando olhamos o nível socioeconômico, a maioria possui renda acima de 2000 reais/família, ou seja, não são ricos, mas também não são miseráveis. Alguns podem pensar que isso é pouco para viver bem, mas considerando a sociedade brasileira, não se pode chamar essas pessoas de miseráveis.
Se você toma os anos de escolaridade, que é um indicador mais forte do que renda, os atletas tem cerca de 1,7 anos a mais do que a população em geral do Rio de Janeiro na mesma faixa etária -417 atletas, de 12 a 20 anos, de um universo de cerca de 5000-, o que indica que eles têm maior permanência na escola do que os não-atletas em geral. Mas isso não se dá em função do esporte, provavelmente está mais ligado a cultura e a renda da família desses atletas. Até porque manter o filho na escola pressupõe um custo, mesmo na escola pública.
O que acontece com o futebol é que quando os atletas vão ficando mais velhos, com 15, 16 anos, eles migram do ensino diurno para o noturno em função do futebol ser prioridade na vida deles. Eu considero isso uma escolha razoável, já que a maioria está em escolas públicas que não tem grande qualidade, mesmo que se dedicassem com mais afinco.
O tempo médio gasto entre escola e treinamento por um atleta, contando jogos, treinamento e deslocamento casa-clube, é de cerca de 50 horas semanais, sendo meio a meio escola e clube. Conforme a idade vai aumentando, o tempo com a escola tende a diminuir e o com esporte aumentar.
 
3) Existem políticas públicas sendo realizadas nessas áreas a fim de potencializar essa “adoração” pelo futebol e seus ídolos?
 
Não diria que existe alguma política publica que faz isso. Diria que essa construção que foi dada ao longo do século XX e se estende aos dias atuais foi dada no âmbito da cultura. É claro que também houve agenciamentos políticos em alguns momentos. Um exemplo disso é quando o Brasil se organizou pra receber a Copa do Mundo de 1950. Eu diria que é um movimento que se inicia com as classes médias do século XIX, numa sociedade de espetáculo, e o futebol foi se tornando um elemento central da sociabilidade masculina. Ou seja, ser homem, na sociedade brasileira, passa por ter uma identificação clubística, ter uma experiência com futebol, que hoje em dia se estende até as mulheres.
É uma construção bem complexa que se dá a partir de uma interação entre desejos de indivíduos e divulgação midiática de todos os níveis, além das políticas locais dos próprios clubes. É claro que as políticas governamentais procuram se associar a boa imagem que o futebol tem na sociedade. O que uma ONG como a do Jorginho faz quando realiza um projeto tipo “Gol de Letra” é potencializar a imagem do futebol para realizar os objetivos do próprio projeto.
A política publica quando faz um projeto desportivo como o “Segundo Tempo”, no qual um dos argumentos é dar educação esportiva e tirar as crianças da rua, se está reafirmando o discurso redentor supracitado. Ao mesmo tempo, existe a ideia de que o jovem precisa ter seu
tempo ocupado, regido pela máxima “cabeça vazia, tabernáculo do diabo”. De certa forma, a política publica se “cola” ao futebol com essa imagem. Ou seja, são classes em situação de risco e jovens que precisam ser ocupados. Esse discurso vai de um lado ao outro.
 
4) De que forma as atitudes de jogadores importantes como Bruno e Adriano reflete nesses jovens?
 
Em termos morais, se reflete positivamente! Mostra que o herói não é infalível, são humanos que cometem barbaridades.
Existe uma pedagogia inconsciente por trás que diz “não maltratem as mulheres”, “não se resolvem problemas matando outro”. Talvez esse exemplo negativo, numa sociedade como a do Rio, que apesar de viver sob a tensão da violência, a repudia, o caso Bruno tenha um efeito humanizador do herói.
Por outro lado, tem o viés negativo bastante explorado, que é mostrar que o pobre e o favelado não têm estrutura psicológica para o sucesso, para a fama. Pegam esse exemplo isolado do Bruno para, de novo, falar que as classes populares são descontroladas e desequilibradas. Eu acho isso ruim porque reforça o preconceito que existe com as classes populares. Uma moral burguesa que pega esse caso pro reafirmar seus preceitos, através do discurso da mídia, dos botequins, até dos corredores universitários.
Como eu acredito na justiça, não posso dizer que ele cometeu esse crime até que ele seja julgado e condenado, apesar da sociedade já ter feito isso. O CRP fez uma coisa muito interessante que foi repudiar os psicólogos que falaram sobre o Bruno sem conversar com ele e ter elementos jurídicos para fazer uma avaliação mais aprofundada

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Liderança: As lições de Mourinho

Não sendo um lançamento tão recente, chegou em nossas mãos através do amigo Luiz Parise, mais um livro em que José Mourinho é ator principal. Depois da edição de: "Mourinho - porquê tantas vitórias", tivemos acesso ao livro de Luis Lourenço juntamente com Fernando Ilharco: "Liderança - as lições de Mourinho" (Editora: Booknomics -  1a. edição em 2007, e 2009 ). Tese de mestrado que atingiu nota máxima em sua defesa, o livro trata de um assunto importante para quem se dispõe a trabalhar com grandes grupos: Liderança. Dialogando com a teoria da complexidade, e trazendo em sua referência bibliográfica autores como Maturana, Edgar Morin, Nietzsche, Heidegger e Husserl, o livro merece ser lido com toda a calma do mundo. Embora eu sendo um crítico a formação de ícones e de seguidores, os quais fazem leituras e transposições mecânicas sem o menor rigor crítico, entendo que os livros citados são bons livros para dialogarmos com o futebol em outras dimensões.


É possível tirar um copia do Livro, que o GECUPOM disponibilzou junto a UNICOPY, próximo a entrada do Córrego Grande (UFSC), Rua Deputado Edu Vieira.

Vale a pena conferir!


                                    

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Modernização e futebol científico no SC Internacional: a década de 90

A modernização do departamento de futebol do SC Internacional teve como base inicial a criação de alguns projetos importantes como: (1) Modernização e remodelação de toda a estrutura do departamento de futebol; (2) Criação do Internacional Data Center (Intercenter), uma rede de informática com 14 computadores no Beira-Rio, contendo programas específicos para o futebol, como jogos virtuais, modelos de técnicas, esquemas táticos, simulações de jogadas; (3) Criação do departamento de psicologia e pedagogia; (4) Cine-vídeo; (5) Construção de módulos de treinamentos específicos para as categorias de base; (6) Promoção de palestras com especialistas em futebol (técnico, atleta, pesquisador etc.) para os jogadores das categorias de base; (7) Programa de integração entre as categorias inferiores e profissional; (8) Criação de um modelo tático único para todas as categorias de base até os profissionais (Rodrigues, 2003).

Novas técnicas de treinamento

Ao elaborar novos módulos de treinamento para aplicar no SC Internacional, Medina consultou jogadores consagrados e especialistas em chutes fortes e de efeito, como Rivelino e Neto, visando aperfeiçoar as técnicas de chute. Utilizou também métodos de treinamentos de outros esportes coletivos. Em 1994, Telê Santana auxiliou Medina a desenvolver a técnica de treinamento que utiliza uma cesta para ensinar e aperfeiçoar lançamentos, visando melhorar a precisão de passes e lançamentos de longa distância. O treino com a cesta utiliza-se ainda do paredão metálico que consiste basicamente em “(...) uma espécie de paredão metálico com várias marcações e uma cesta. O jogador deve acertar as marcas na parede ou tentar colocar a bola na cesta, para aprimorar a precisão dos lançamentos” (Zero Hora, 17/05/1997, Esportes, p. 6). Esta técnica consiste em colocar cesta a certas distâncias e ordenar que os jogadores lancem bolas tentando acertá-las dentro da cesta. Com esta técnica, Telê Santana ensinou lançamentos a Raí, Palhinha, Juninho Paulista, Muller e outros grandes atletas. O treinador Guto Ferreira trouxe para o SC Internacional outros métodos de treinamento utilizados no basquete, que havia adotado quando trabalhava no São Paulo Futebol Clube. É evidente a influência de Telê Santana e Medina no trabalho de Guto. Por exemplo, o uso de viseiras no rosto dos atletas com a finalidade de impedir que os mesmos olhassem para o chão. Esta técnica era comum nos treinos da equipe feminina de basquete do BCN de Piracicaba – SP. Segundo Guto, essa técnica tem o propósito de melhorar o controle de bola, sem necessidade de o jogador olhar para o chão, dando, conseqüentemente, mais velocidade ao time e dinâmica ao jogo. Segundo Corrêa (Zero Hora, 17/05/1997, p.6), estas formas de treinamento significam a implantação de modelos de treinamento para desenvolver os fundamentos do futebol nas categorias de base, sendo mais umpasso na consolidação do futebol científico no Beira-Rio. Neste sentido, A idéia de utilizar viseiras entre os garotos faz parte da reformulação nos métodos de formação de jogadores no Estádio Beira-Rio. Chefiados pelo Coordenador João Paulo Medina, os treinadores das categorias inferiores procuraram desde o início do ano novas técnicas pedagógicas para o desenvolvimento de fundamentos como o passe, o lançamento e o chute a gol (Zero Hora, 17/05/1997, p.06). A necessidade de modernizar o treinamento está em consonância com a produção social de um jogador de futebol moderno, para preencher as demandas criadas pelo futebol atual. Como afirmava Medina, “Temos que modernizar os treinos nas divisões de base. Não é mais possível usarmos as mesmas técnicas de décadas atrás” (Zero Hora, 17/05/1997, p. 6). Dentro desta nova perspectiva de formação de jogadores, orientada pela teoriaglobalista, a polivalência é um dos princípios norteadores. O coordenador Medina ressaltava que, nas categorias de base do SC Internacional, o lateral que não souber cruzar, o centroavante que cabeceia mal e o meia que lança com defeitos estavam com os dias contados. Ao lateral, é ensinado defender e atacar, cruzar e marcar. Ao centroavante, é cobrado que faça gols de chutes e cabeceios, bem como até mesmo contribuir com o meio-campo na marcação. Portanto, as funções se diversificaram no futebol moderno, especialmente no momento de competições acirradas e altamente comercializadas. Além das técnicas já referidas, adotou-se uma forma de adaptar o atleta, desde sua formação, à pressão da torcida adversária, na tentativa de internalizar e naturalizar essa pressão na consciência do atleta. Assim, estudaram métodos de treinamento da seleção russa de vôlei masculino, que treinava ao som potente de alto-falantes com gravações de xingamentos e vaias de torcidas adversárias. Isso faz com que os jogadores se acostumem ao barulho das vaias de torcidas, passando a encará-las com naturalidade. Tal técnica também foi adotada no SC Internacional, com bons resultados.

Para ler o artigo completo: "Modernidade, disciplina e futebol: uma análise sociológica da produção social do jogador de futebol no Brasil" de Francisco Xavier Freire Rodrigues


Acesse:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222004000100012&lang=pt