segunda-feira, 13 de junho de 2011

Participação na XII Semana da Educação Física

Nesta semana que passou, tive a oportunidade de participar da XII Semana da Educação Física da UFSC em importantes momentos.
O Míni-curso de terça feira, sobre pedagogia teórico-prática do futebol e futsal abriu um leque de discussões com os acadêmicos sobre as novas possibilidades de ensino-aprendizagem-treinamento nestas modalidades
Enquanto que na sexta feira, os espaços reservados para a exposição de banner, onde apresentei um resumo de meu Trabalho de Conclusão de Curso e a mesa-redonda, onde apresentamos uma experiência sobre o estágio em educação física escolar, foram também, momentos de reflexões relevantes para as questões didáticas e pedagógicas de intervenções do profissional de educação física.


Míni-curso: TEORIA E PRÁTICA DE ENSINO, APRENDIZAGEM E TREINAMENTO NO FUTEBOL E FUTSALExposição do banner: FUTSAL: REFLEXÕES DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS SOBRE O PROCESSO DE ENSINO EM CATEGORIAS DE BASE

Relato de experiência: EM TEMPOS DE COPA DO MUNDO: APARTHEID E FUTEBOL COMO CONTEÚDOS TEMÁTICOS DA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR


Gostaria de agradecer aos participantes e também aos organizadores do evento pela oportunidade. Acredito que estes espaços de formação foram muito bem aproveitados, possibilitando novas reflexões no âmbito da educação e da educação física.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Semana cheia!

De 6 a 10 de Junho de 2011, acontecerá a XIII Semana Acadêmica de Educação Física da UFSC, que contará com o tema "Da formação inicial à intervenção profissional".

Dentro deste evento, acontecerão diversas palestras, mesas-redondas e mini-cursos.

O objetivo desta postagem é divulgar e convidar para que participem de algumas apresentações:

Terça Feira (07/06) das 13:30 às 17:30
Mini-curso: Teoria e prática de ensino, aprendizagem e treinamento no futebol e futsal
Ministrantes: Lucas Barreto Klein e Júlio César Couto de Souza
Local: Sala 71 (Piscina CDS) e Ginásio 3

Sexta-Feira (10/06) das 10:00 às 12:00
Exposição de Pôster: Futsal: reflexões didático-pedagógicas sobre o processo de ensino em categorias de base
Autores: Lucas Barreto Klein, Paulo Capela e Júlio Couto
Local: Ginásio 1

Sexta-Feira (10/06) das 13:30 às 14:30

Apresentação Oral: EM TEMPOS DE COPA DO MUNDO: APARTHEID E FUTEBOL COMO CONTEÚDOS TEMÁTICOS NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.
Debatedores: Lucas Barreto Klein, Leila Franz e Marcelo Edson Soares
Local: Sala 528



Para mais informações, acesse: http://xiisemanadeeducacaofisica.blogspot.com/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um pouco do que vem acontecendo....

A educação física da creche Caetana

As manhãs reservadas para a educação física, com o professor Lucas, proporcionam as crianças ricas experiências de construções e explorações criativas, e isso se dá principalmente através de jogos e brincadeiras que mexem com o imaginário de todos. E é pautado nestes princípios que buscamos desenvolver as aprendizagens do “se-movimentar”, uma ação conjunta entre as práticas corporais e as relações sócio-culturais das crianças, respeitando e compreendendo os momentos vividos por cada um.


Notícia publicada no jornal da creche municipal Caetana Marcelina Dias (Riberão da ilha)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

BATE PAPO SOBRE PEDAGOGIA DO ESPORTE

Nesta terça feira (03/05), tive o prazer de estar presente na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) a convite do professor Júlio Couto, amigo e co-orientador do meu trabalho de conclusão de curso, também um dos coordenadores do Gecupom/futebol.

O convite surgiu a partir da idéia de discutirmos com os alunos do 3º período do curso de educação física (bacharelado) algumas questões que estamos aprendendo em nossos estudos, pesquisas e práticas no futebol.

O professor Júlio, vem trabalhando com seus alunos, na disciplina de pedagogia do esporte, alguns conceitos que buscam abrir horizontes para uma educação física crítica e emancipatória dos sujeitos. E foi engajado dentro desta proposta que fui convidado a apresentar para os alunos, conceitos que venho estudando e que estão presentes em meu trabalho de conclusão de curso.

O debate girou em torno, principalmente, da busca pela superação do modelo de aulas e treinamentos tecnicistas, algo que ainda é soberano dentro dos clubes de esportes. Nossa idéia foi a de lançar discussões sobre as diversas possibilidades de ensino e aprendizagem nos esportes, dentro de uma visão não fragmentada, que valoriza os sujeitos do processo (treinadores e atletas), vale lembrar que não estamos negando o ensino da técnica esportiva, mas sim, buscando romper com o olhar que visa somente à aprendizagem técnica (tecnicismo), deixando de lado questões que são fundamentais para o bom desenvolvimento e relacionamento em equipes esportivas.

Por fim, quero agradecer aos acadêmicos pela receptividade e paciência em ouvir as idéias expostas, agradecer mais uma vez ao amigo Júlio Couto pela oportunidade, e principalmente agradecer pelas novas discussões que foram criadas e discutidas pelos principais atores deste processo, os acadêmicos, que enriqueceram o debate com suas dúvidas e questionamentos, penso que estamos avançando com estas novas propostas, e espero que este momento tenha ajudado, de alguma forma, a acrescentar e fortalecer estas discussões que são necessárias e emergentes na educação física brasileira.

Muito obrigado.


sábado, 9 de abril de 2011

A utilização do mecanismo de informação como ferramenta vital para a elaboração de exercícios e sessões de treinamentos para goleiros

É importante atleta ter inteligência de jogo, mediante capacidade de estabelecer estratégias motoras e colocá-la em prática pela tática individual ou coletiva
Gustavo Moino*

Diante de um cenário futebolístico em constante evolução, com discussões sobre conteúdos e metodologias de treinamento, que atinjam as necessidades globais de um atleta de alto nível no futebol moderno, capaz de adaptar-se pela sua inteligência e entendimento do jogo a diferentes modelos de jogo, além de que sejam também formados dentro desta perspectiva, ainda encontramos pouco destaque desses assuntos ligado ao treinamento de goleiros.

Com frequência, podem ser observados treinamentos de goleiros que seguem um mesmo padrão, o padrão da previsibilidade, ou seja, exercícios ou tarefas com repertório programado e respostas definidas pelo seu preparador, e não pelo atleta. Uma ferramenta de treinamento excessivamente utilizada e mal aplicada, com pouca relação às verdadeiras necessidades de um goleiro em suas situações de jogo.

Sabendo que o jogo de futebol exige de um goleiro informações sobre uma situação constantemente variável e imprevisível, veremos a seguir a conceituação e como utilizar conteúdos de treinamento dentro de todo processo de percepção, decisão e resposta motora, denominado mecanismo de informação.

Para Madir1 o futebol é considerado um esporte eminentemente perceptivo, já que no desenvolvimento do jogo os jogadores se encontram envolvidos por mudanças que são produzidas em torno de seus companheiros, adversários e da bola. Dessa maneira, podemos entender que uma situação de treinamento que envolve todos esses quesitos com variação de estímulos e imprevisibilidade nos exercícios estará mais próxima à exigência de jogo. Porém, como podemos preparar esses atletas para uma situação imprevisível em treinamentos com conteúdos e objetivos definidos?

Segundo Madir1, para realizar as diferentes ações que se desenvolvem no futebol, há uma necessidade motriz específica, que aumenta em maior grau para a posição de goleiro. Esta habilidade motriz específica, baseada nos mecanismos de percepção, decisão e execução, conferem uma eficiência ou uma capacidade dos jogadores para adaptarem-se e resolverem problemas específicos do futebol. Com essas informações, podemos, assim, introduzir conteúdos e objetivos de formação ou do jogo, criando uma situação de treinamento, em que envolvemos o atleta nessa habilidade motriz específica, habilitando no treinamento a percepção, a decisão e a execução motora integralmente como pré-requisito de desenvolvimento.

Resumindo, para Mombaerts3 podemos considerar o futebol como uma atividade motriz complexa, de regulação externa em que o jogador deverá tomar decisões antes de atuar, e depois de ter analisado a situação. Para melhor entendimento, vamos especificar os mecanismos de percepção, decisão e execução e acompanhe figura1.

- Mecanismo de Percepção

Madir2 destaca que o goleiro deverá observar o que acontece e desta maneira obter informações da situação, necessária para a seleção e execução da resposta motora. Em habilidades abertas como é o futebol, esta fase é de vital importância, já que proporcionará ao goleiro uma informação valiosíssima para adaptar sua execução às características ambientais da situação. O goleiro pode atender a estímulos presentes (adversários, companheiros e bola), estímulos de relações espaciais (distância dos jogadores e objetivos) e estímulos temporais (ritmo, duração e sucessão dos acontecimentos).

- Mecanismo de decisão

Conforme Madir2 após avaliar as situações percebidas pelo goleiro, cabe a este agora decidir o que fazer para resolver o problema encontrado, decidir uma resposta motora. Por isso é importante que o goleiro tenha uma inteligência de jogo, mediante a capacidade de estabelecer estratégias motoras e colocá-la em prática através de sua tática individual ou coletiva. Esse mecanismo aparece como fator decisivo, como algo que é necessário e pode ser determinante para poder desenvolver-se nesse esporte.

- Mecanismo de Execução

Escolhida a resposta, cabe ao indivíduo agora preparar a execução e decidir como fazer essa resposta de acordo com seu repertório e seus recursos motores. Madir2 expõe que em seguida o goleiro é encarregado agora de definir as condições específicas de aplicação do programa motor escolhido, resolvendo, assim, a situação do jogo. Para isso é necessário que o goleiro tenha desenvolvido as capacidades físicas (força, resistência, velocidade...) e habilidades técnicas (encaixes, desvios, defesas laterais...) para poder utilizar nas diferentes situações de jogo que implica essa posição no jogo.


Figura 1 – A interação dos mecanismos / comportamento ótimo (Romero4

Entendendo todo esse processo de informação de um atleta de futebol, temos as condições de que maneira aplicar os conteúdos e objetivos específicos da posição nos treinamentos, fazendo com que o goleiro percorra e utilize toda ação cognitiva e motora de sua ação, mais próxima da exigência de um jogo, melhorando o condicionamento completo (físico-técnico-tático) desse atleta. Assim, cabe ao profissional desenvolver situações e exercícios de progressão didática, aumentado o grau de complexidade para o bom entendimento e aprendizagem do atleta, tanto na formação como no alto nível, sobre os conteúdos de exigência do goleiro, integrando as condições do mecanismo de informação em seus treinamentos.

Referências

1 Madir IR. Planificación del modelo de formación integral del portero de fútbol en el proceso evolutivo. Ed Wanceulen 2004.

2 Madir IR. El entrenamiento del porteros de fútbol em el processo evolutivo. Revista El entrenador español pág 18 a 33 - 2ª época – nº87 – Dezembro 2000.

3 Mombaerts, E. Fútbol: entrenamiento y rendimento colectivo. Hispano Europea, Espanha 1998.

4 Romero, CC. Hacia una concepción más integral del entrenamiento en el fútbol. Revista Digital Efdeportes Ano 5 – nº 19 – Março 2000 site http://www.efdeportes.com/efd19a/futbol.htm

*Graduado pela (PUCCAMP), com especialização em Futebol: Ciências do Esporte e Metodologia de Treinamento (UGF), em Fisiologia do Exercício (UNIFESP) e atual preparador de goleiros das categorias de formação do Paulista, de Jundiaí.

domingo, 3 de abril de 2011

Nova tendência em treinamento de goleiros

Integrar os jogos para goleiros é um dos princípios metodológicos da equipe do Paulínia FC
Erick André Martins
Diante de toda a evolução do treinamento no futebol, a posição do goleiro nessa perspectiva ainda é incipiente, pautada muitas vezes no método tecnicista. O Paulínia Futebol Clube se opõe a essa forma de pensamento e entende que é o momento de um "movimento de reforma" desse tipo de abordagem. Há uma necessidade urgente de mobilização para o treinamento dessa posição, que no senso comum deve enfatizar apenas características técnicas e físicas de forma fragmentada e isolada.

A nova tendência em treinamento de goleiro utiliza-se das abordagens dos Jogos Desportivos Coletivos (JDC), Ensino dos Jogos para a Compreensão (TGFU), a Teoria do Jogo e a pedagogia do esporte, nas características físicas, técnicas, táticas e psicológicas integradas em contexto de jogo. Isso que a caracteriza como uma metodologia inovadora no que se refere ao treinamento de goleiro. Essa forma metodológica de treinamento foi desenvolvida opondo-se aos métodos tradicionais que, na ótica do Paulínia, desprezam outras variáveis importantes não apenas para o desenvolvimento atlético, mas também importantes para a formação do atleta como um todo.

Essa é uma proposta antagônica ao método tradicional, pois leva em consideração o todo e não as partes (entende as partes na medida em que auxilia na compreensão e o diálogo com o todo). No método tradicional, as fragmentações dos treinamentos não conduzem os atletas a entender o jogo ou serem críticos e inteligentes para resolução dos problemas, pois a imprevisibilidade do jogo não está presente, culminando em dificuldades para a solução dos mesmos. A nova tendência parte dos princípios pedagógicos e da especificidade do treinamento e é potencializada em contexto de jogo.

O Paulínia entende o treinamento de goleiro de forma mais holística e global. A partir dessa metodologia inovadora, são pautadas suas características técnicas individuais e coletivas; metabolismo predominante e determinante; capacidades físicas exigidas; capacidades psicológicas relevantes para a posição. Explora todas as características específicas do goleiro, quando realizado apenas com jogadores dessa posição (goleiros), caracterizado como "jogo de goleiro", ou mesmo, quando realizados com jogadores das demais posições integrados com os goleiros, caracterizados como "jogo para goleiros". Não considera o treinador de goleiro apenas específico, mas como um técnico adjunto, pois o treino também é estendido aos demais jogadores da equipe.

Essa nova tendência permite a participação de todos os atletas, contribui para o desenvolvimento físico, técnico, tático e psicológico, sem deixar de dar ênfase às ações individuais e coletivas em contexto de jogo. O desenvolvimento desse método só foi possível devido à proposta metodológica do clube e a aceitação dos técnicos, que aderiram à importância da maior integração dos goleiros em âmbito coletivo nos jogos adaptados.

* Érick André Martins é membro do CEAF.